Trazes flores com cheiro de lágrimas
Entre sussurros tão frios
Vejo a vida escorrer por caules cortados
[lágrimas]
Grandes olhos, gira-sois
Olhares que acompanham esse transitar fúnebre
Parabólicas de sentimentos
Impotentes, apenas trocamos olhares
Sob o véu negro que vem caindo
Com a promessa de uma aurora mais florida
[eterna]
Bráulio Silva
Abertura
Procuro aquele que escreva no papel com palavras suspensas (como se fossem flores de lótus sobre a superfície das águas de onde nascem), com palavras acima de qualquer palavra "comum", mas sem se perder a simplicidade, em um movimento paradoxal e ascendente da escrita, onde o simples e o complexo se manifestem concomitantemente, sendo que novos sentidos e significados sejam traçados, ultrapassando os limites fixos para um momento de constante movimento, quebrando-se os paradigmas, desafiando-se a realidade.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Asas azuis
Hoje pela manhã, quando Jorge acordou, sentiu que há muito tempo as coisas permaneciam nos seus mesmos lugares. Tudo, literalmente tudo, na mais perfeita harmonia sufocante do caos urbano.
Sabia que teria que se apresar para o trabalho, pois o tempo tornara-se escasso.
Então, sentado ali, suportando o rotineiro trânsito infernal de todos os dias, e vendo aquelas várias vidas tão pragmáticas passando diante de seus olhos, começou a buscar dentro de si algo que o libertasse.
Buzinas, correria, pressão, prazos, tudo era como uma bomba relógio a ser desarmada antes da catástrofe.
Abriu as quatro janelas do carro, suspirou e fechou os olhos... não ouviu, não sentiu, não sorriu, apenas permaneceu... E dentro do mais perfeito silêncio, ele parecia estar completamente desconectado da realidade, até ouvir um som dentro do carro.
Não acreditava no que via. Era um grande inseto com uma cor azul tão viva que parecia lhe convidar a experimentar algo novo, algo diferente.
- Nossa, que lindo! Nunca vi um desses em toda minha vida. Nem parece ser daqui.
Ficou encantado por aquela vida tão maravilhosa que agora iluminava o ambiente e de tão atraído pela criatura, passou a ter a sensação de que podia ouvir a respiração do inseto.
A cada segundo se afastava mais da realidade, rumo ao que desejava.
- Veja, veja, veja...
Agora ouvia um sussurro.
- Veja, veja, veja...
- Quem é?
- Veja!
-Queemmmm éééééé?
Então, buscou fora do carro a origem daquela voz misteriosa, mas sequer havia um pedestre por perto naquele momento. Então pensou que o som do carro estivesse ligado, engano seu. Ao abaixar para verificar o som e colocar a cabeça próxima do painel, a voz ficou mais intensa e, a medida que se aproximava do inseto sobre o painel, a voz ficava mais intensa.
Desespero, estranheza, incerteza.
- Como é possível? Estou louco? Não, não.
Concluiu que precisava tirar férias, mas a voz não cessou.
- Veja, veja...
Aterrorizado fixou os olhos no inseto, mas parecia que a voz havia se dissipado. Chegou mais perto e nada. Mais perto ainda, quase a tocá-lo e...
- Veja que asas lindas você tem, são tão belas quanto as minhas, azuis.
O farol já estava aberto para ele arrancar o carro, apenas o carro.
Jorge já deveria estar bem longe, livre, azul.
Sabia que teria que se apresar para o trabalho, pois o tempo tornara-se escasso.
Então, sentado ali, suportando o rotineiro trânsito infernal de todos os dias, e vendo aquelas várias vidas tão pragmáticas passando diante de seus olhos, começou a buscar dentro de si algo que o libertasse.
Buzinas, correria, pressão, prazos, tudo era como uma bomba relógio a ser desarmada antes da catástrofe.
Abriu as quatro janelas do carro, suspirou e fechou os olhos... não ouviu, não sentiu, não sorriu, apenas permaneceu... E dentro do mais perfeito silêncio, ele parecia estar completamente desconectado da realidade, até ouvir um som dentro do carro.
Não acreditava no que via. Era um grande inseto com uma cor azul tão viva que parecia lhe convidar a experimentar algo novo, algo diferente.
- Nossa, que lindo! Nunca vi um desses em toda minha vida. Nem parece ser daqui.
Ficou encantado por aquela vida tão maravilhosa que agora iluminava o ambiente e de tão atraído pela criatura, passou a ter a sensação de que podia ouvir a respiração do inseto.
A cada segundo se afastava mais da realidade, rumo ao que desejava.
- Veja, veja, veja...
Agora ouvia um sussurro.
- Veja, veja, veja...
- Quem é?
- Veja!
-Queemmmm éééééé?
Então, buscou fora do carro a origem daquela voz misteriosa, mas sequer havia um pedestre por perto naquele momento. Então pensou que o som do carro estivesse ligado, engano seu. Ao abaixar para verificar o som e colocar a cabeça próxima do painel, a voz ficou mais intensa e, a medida que se aproximava do inseto sobre o painel, a voz ficava mais intensa.
Desespero, estranheza, incerteza.
- Como é possível? Estou louco? Não, não.
Concluiu que precisava tirar férias, mas a voz não cessou.
- Veja, veja...
Aterrorizado fixou os olhos no inseto, mas parecia que a voz havia se dissipado. Chegou mais perto e nada. Mais perto ainda, quase a tocá-lo e...
- Veja que asas lindas você tem, são tão belas quanto as minhas, azuis.
O farol já estava aberto para ele arrancar o carro, apenas o carro.
Jorge já deveria estar bem longe, livre, azul.
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Amanhã

Por trás deste véu acinzentado
Ante esses olhos aguados, tristes
Há um sonho perdido, eternizado
De um verdor inimaginável
Cheiro de gasolina, aniquilador
Fenda líquida devoradora
De náufragas lembranças
Que se evaporam cada vez mais cinzas
A música fúnebre dos motores
Embalam cada vez mais os sentidos
Silenciam os raios do Sol
Em um mórbido crepúsculo
Aurora sem vida, regada a dióxido de enxofre
Onde nascem os filhos de uma era incolor
Onde a lua não tem mais nenhum sabor
Gostaria apenas de sentir
As lembranças daquele ar mais verde
Bráulio Silva
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Na ponta da Caneta
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Explosão
Acordou puto da vida com aquela noite mal dormida em meio aos ratos e baratas de seu barraco. Suspirou sem acreditar na vida. Sempre lutou por um futuro melhor, pois lhe disseram que com esforço e suor chegaria lá, mas depois de tantos anos e depois de tantas cuspidas na cara, chega uma hora que a mente não agüenta e o corpo reage.
- Futuro melhor porra nenhuma. Disse.
Todos os dias ele descia o morro para o trabalho. Não era notado por ninguém no seu trajeto, no seu trampo. Invisível. Com as roupas maltrapilhas que escondiam suas costelas de fome passava sempre despercebido por todos, que não tinham tempo para tais observações, ilhados em seus mundos. Egoístas? Indiferentes?
Mas naquele dia algo incomodava ainda mais seu espírito. Eram como pontas de espinhos que lhe saiam de dentro da alma, como um grito abafado que queria correr-lhe boca afora.
Trabalhou angustiado todo o dia e voltando pra casa, quando esperava o farol da rua abrir para que pudesse atravessar, um magnata parou seu carrão e lançou sobre sua imagem um olhar enojado, como que se não pudesse tolerar a sua presença, a presença de um trabalhador honesto, que não teve a sorte ou uma oportunidade.
E foi justamente essa pessoa, do tipo arrogante e prepotente, que despertou sua cólera, como que se aquele olhar, aquele sorrisinho cínico no cantinho da boca fosse a última gota para que atravessasse pelo vidro do carro um pé-de-cabra (uma de suas ferramentas de trabalho) que segurava em uma de suas mãos, arrancando-lhe a jugular sob os gritos aterrorizados dos outros pedestres. Um momento impensado, uma explosão de ódio, de indignação, de revolta.
Com todo aquele sangue em seu rosto, em suas mãos, espalhado por todos os lados, dava risadas como que um louco desvairado, afastado da realidade, com a cabeça girando e com um filme de toda sua vida desgraçada passando por seus olhos.
Quando voltou a si, olhou bem nos olhos do magnata e pensou consigo mesmo: Porra, ta tudo errado.
- Futuro melhor porra nenhuma. Disse.
Todos os dias ele descia o morro para o trabalho. Não era notado por ninguém no seu trajeto, no seu trampo. Invisível. Com as roupas maltrapilhas que escondiam suas costelas de fome passava sempre despercebido por todos, que não tinham tempo para tais observações, ilhados em seus mundos. Egoístas? Indiferentes?
Mas naquele dia algo incomodava ainda mais seu espírito. Eram como pontas de espinhos que lhe saiam de dentro da alma, como um grito abafado que queria correr-lhe boca afora.
Trabalhou angustiado todo o dia e voltando pra casa, quando esperava o farol da rua abrir para que pudesse atravessar, um magnata parou seu carrão e lançou sobre sua imagem um olhar enojado, como que se não pudesse tolerar a sua presença, a presença de um trabalhador honesto, que não teve a sorte ou uma oportunidade.
E foi justamente essa pessoa, do tipo arrogante e prepotente, que despertou sua cólera, como que se aquele olhar, aquele sorrisinho cínico no cantinho da boca fosse a última gota para que atravessasse pelo vidro do carro um pé-de-cabra (uma de suas ferramentas de trabalho) que segurava em uma de suas mãos, arrancando-lhe a jugular sob os gritos aterrorizados dos outros pedestres. Um momento impensado, uma explosão de ódio, de indignação, de revolta.
Com todo aquele sangue em seu rosto, em suas mãos, espalhado por todos os lados, dava risadas como que um louco desvairado, afastado da realidade, com a cabeça girando e com um filme de toda sua vida desgraçada passando por seus olhos.
Quando voltou a si, olhou bem nos olhos do magnata e pensou consigo mesmo: Porra, ta tudo errado.
Bráulio Silva
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Filius Capitalis
Oh! Grandioso imperador concebido ao longo de nossa história
Atravessastes os mares e o tempo para ficar em nossa memória
Concebendo-nos seus filhos que hoje também imperam
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
A felicidade se refugiou na impenetrável escuridão
Onde nem mesmo o pensamento pôde alcançá-la
E muitos se iludiram – Poderíamos comprá-la
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
Feriu a essência da humanidade, ilhada sem para onde fugir
E na angustia a esperança adormeceu, aprisionada
Onde nem um milhão de anjos a evitassem extinguir
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
Como um demônio que assola todos os povos
Surgiu construindo seu limbo
Cheio de cães selvagens e famintos
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
Agora podes ir, já é hora de partir
Seu império já se faz por existir
Corpos, fantasmas, vaguidão
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
Bráulio Silva
Atravessastes os mares e o tempo para ficar em nossa memória
Concebendo-nos seus filhos que hoje também imperam
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
A felicidade se refugiou na impenetrável escuridão
Onde nem mesmo o pensamento pôde alcançá-la
E muitos se iludiram – Poderíamos comprá-la
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
Feriu a essência da humanidade, ilhada sem para onde fugir
E na angustia a esperança adormeceu, aprisionada
Onde nem um milhão de anjos a evitassem extinguir
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
Como um demônio que assola todos os povos
Surgiu construindo seu limbo
Cheio de cães selvagens e famintos
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
Agora podes ir, já é hora de partir
Seu império já se faz por existir
Corpos, fantasmas, vaguidão
Ganância, orgulho, indiferença, cantemo-los
Bráulio Silva
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Bolhas

Lá se vão elas, tão lindas e leves, suspensas no ar
Coloridas, mais cheias, menos cheias
De nada, apenas ar
Vejo-as se multiplicarem a cada sopro mágico
Depois morrem sem angustia nem dor
É desfeito o fantástico
Voando pelos ares levam suas histórias
Em um espaço cada vez menor, multicolorido
Azuis, vermelhas, memórias
Magníficas foram suas vidas errantes
Que no azul do firmamento
Viajaram como nunca antes
Bráulio Silva
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Rotina
Madrugada, amanhecer, aurora, chão, frio, quente, espelho, reflexo, escadas, café, espelho, água, porta, carro, rua, árvores, prédios, pessoas, nuvens, chuva, sol, almoço, doce, trabalho, preocupações, problemas, soluções, abraços, despedidas, bar, cerveja, petiscos, mulheres, homens, calçada, carro, rua, postes, luzes, assaltos, mendigos, prostitutas, garagem, casa, banheiro, espelho, reflexo, água, TV, cama, sonhos... (que o levam para longe dessa rotina).
Bráulio Silva
O olhar do leitor
Seus olhos parecem estar eternamente se refazendo sobre o mundo. São janelas mutáveis que de tempos em tempos se transformam, sendo que a influência do meio, das culturas, dos costumes, do momento histórico, a convivência com os mundos literários e extra-literários, serão grandes responsáveis pela construção de um horizonte expectativo, que será crucial na identificação do leitor com a obra, e consequentemente no seu entendimento.
Ao abrir um livro, o leitor é convidado a decifrá-lo e, para que se obtenha um bom grau de proficiência na leitura, seu olhar deve estar preparado para correlacionar a obra com sua experiência de mundo. Pode-se até dizer que um livro nunca contará a mesma história para leitores diferentes, e não contará a mesma história para o leitor que o lê por duas vezes, pois sua leitura será feita em momentos distintos, em contextos diferentes. É como se diz na primeira estrofe do poema da postagem anterior, "Ephêmeros":
Ao abrir um livro, o leitor é convidado a decifrá-lo e, para que se obtenha um bom grau de proficiência na leitura, seu olhar deve estar preparado para correlacionar a obra com sua experiência de mundo. Pode-se até dizer que um livro nunca contará a mesma história para leitores diferentes, e não contará a mesma história para o leitor que o lê por duas vezes, pois sua leitura será feita em momentos distintos, em contextos diferentes. É como se diz na primeira estrofe do poema da postagem anterior, "Ephêmeros":
O olhar de hoje não é o mesmo de ontem
E naõ será o mesmo de amanhã
A cada minuto que se passa
Uma nova pessoa se refaz
Olhares
A partir disso, pode-se concluir que o romance, o poema, o conto, dentre outros gêneros, não são obras ou não fazem parte de uma obra fechada, sendo que a cada momento o leitor empírico recria um novo texto com seus olhares.
Assim, também se pode dizer que não há uma leitura ideal, mas sim uma leitura empírica baseada no horizonte expectativo, em um momento fugaz de interação e identificação entre o leitor e o texto para o momento de recriação.
Assim, também se pode dizer que não há uma leitura ideal, mas sim uma leitura empírica baseada no horizonte expectativo, em um momento fugaz de interação e identificação entre o leitor e o texto para o momento de recriação.
Bráulio Silva
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Ephêmeros

O olhar de hoje não é o mesmo de ontem
E não será o mesmo de amanhã
A cada minuto que se passa
Uma nova pessoa se refaz
Olhares
A palavra que da garganta ecoa, sensibiliza
A todos que a ouvem e mais ainda àqueles que a sentem
Depois só lhes restam rastros
Olhares, sorrisos, lágrimas...
Vozes
A vida parece escorrer por entre os dedos
A cada dia, a cada hora, a cada segundo
Um pouco de mim se vai
Um pouco de mim fica
Lembranças
É como uma bala que rasga o horizonte
Sem saber onde descansar sua existência
Sem saber onde enterrar sua história
Mas sabendo que o tempo é curto
Passageira
Bráulio Silva
Crocodilo
Ah Crocodilo! Cravou em minha mente seus grandes dentes afiados. Dentes que me silenciaram, tornando minha voz cada vez mais baixa, imperceptível. Se não fosse esse Crocodilo seria quem sou, mas...
Há tantos crocodilos parecidos com esse que me abocanhou espalhados pelo mundo, dos mais variados tamanhos, mas esse é o maior de todos, tão grande que fica até difícil de definir suas formas, suas linhas, como se eu fosse engolido sem nenhuma chance por essa força tão faminta, em seu domínio, sujeitado.
Há tantos crocodilos parecidos com esse que me abocanhou espalhados pelo mundo, dos mais variados tamanhos, mas esse é o maior de todos, tão grande que fica até difícil de definir suas formas, suas linhas, como se eu fosse engolido sem nenhuma chance por essa força tão faminta, em seu domínio, sujeitado.
Bráulio Silva
Abertura
Procuro aquele que escreva no papel com palavras suspensas (como se fossem flores de lótus à superfície da água de onde nascem), com palavras acima de qualquer palavra "comum", mas sem se perder a simplicidade, em um movimento paradoxal e ascendente da escrita, onde o simples e o complexo se manifestem concomitantemente, sendo que novos sentidos e significados sejam traçados, ultrapassando os limites fixos para um momento de constante movimento, quebrando-se os paradigmas, desafiando-se a realidade.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.
Bráulio Silva
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