Abertura

Abertura

Procuro aquele que escreva no papel com palavras suspensas (como se fossem flores de lótus sobre a superfície das águas de onde nascem), com palavras acima de qualquer palavra "comum", mas sem se perder a simplicidade, em um movimento paradoxal e ascendente da escrita, onde o simples e o complexo se manifestem concomitantemente, sendo que novos sentidos e significados sejam traçados, ultrapassando os limites fixos para um momento de constante movimento, quebrando-se os paradigmas, desafiando-se a realidade.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Bolhas


Lá se vão elas, tão lindas e leves, suspensas no ar
Coloridas, mais cheias, menos cheias
De nada, apenas ar

Vejo-as se multiplicarem a cada sopro mágico
Depois morrem sem angustia nem dor
É desfeito o fantástico

Voando pelos ares levam suas histórias
Em um espaço cada vez menor, multicolorido
Azuis, vermelhas, memórias

Magníficas foram suas vidas errantes
Que no azul do firmamento
Viajaram como nunca antes

Bráulio Silva

2 comentários:

  1. Adorei o blog, suas palavras são bem imagéticas, metafóricas. Realmente está de parabéns.
    Jennifer

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  2. Como sempre lindo, lindo.....

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