
Por trás deste véu acinzentado
Ante esses olhos aguados, tristes
Há um sonho perdido, eternizado
De um verdor inimaginável
Cheiro de gasolina, aniquilador
Fenda líquida devoradora
De náufragas lembranças
Que se evaporam cada vez mais cinzas
A música fúnebre dos motores
Embalam cada vez mais os sentidos
Silenciam os raios do Sol
Em um mórbido crepúsculo
Aurora sem vida, regada a dióxido de enxofre
Onde nascem os filhos de uma era incolor
Onde a lua não tem mais nenhum sabor
Gostaria apenas de sentir
As lembranças daquele ar mais verde
Bráulio Silva
Nenhum comentário:
Postar um comentário