Às vezes me sinto fisgado, ferido
ao vê-las tristes, velhas, reclamonas
Sinto um chiar, um ranger na solidão
Súplicas pelo toque de uma mão
Então vibro dentro de vibrações
Onde o tempo sem tempo sorri melodias
e mesmo ao me deitar não deixo de ouvi-las
como ecos luminosos rasgando a escuridão
E ali, na madrugada ouço sussurros
Gotas de felicidade, alegria e gratidão
pelas belas notas
pelo singelo trimilique de cócegas
em um corpo tão lindo, fino e nu
a transformar trevas em luz
Bráulio Silva