Seus olhos parecem estar eternamente se refazendo sobre o mundo. São janelas mutáveis que de tempos em tempos se transformam, sendo que a influência do meio, das culturas, dos costumes, do momento histórico, a convivência com os mundos literários e extra-literários, serão grandes responsáveis pela construção de um horizonte expectativo, que será crucial na identificação do leitor com a obra, e consequentemente no seu entendimento.
Ao abrir um livro, o leitor é convidado a decifrá-lo e, para que se obtenha um bom grau de proficiência na leitura, seu olhar deve estar preparado para correlacionar a obra com sua experiência de mundo. Pode-se até dizer que um livro nunca contará a mesma história para leitores diferentes, e não contará a mesma história para o leitor que o lê por duas vezes, pois sua leitura será feita em momentos distintos, em contextos diferentes. É como se diz na primeira estrofe do poema da postagem anterior, "Ephêmeros":
Ao abrir um livro, o leitor é convidado a decifrá-lo e, para que se obtenha um bom grau de proficiência na leitura, seu olhar deve estar preparado para correlacionar a obra com sua experiência de mundo. Pode-se até dizer que um livro nunca contará a mesma história para leitores diferentes, e não contará a mesma história para o leitor que o lê por duas vezes, pois sua leitura será feita em momentos distintos, em contextos diferentes. É como se diz na primeira estrofe do poema da postagem anterior, "Ephêmeros":
O olhar de hoje não é o mesmo de ontem
E naõ será o mesmo de amanhã
A cada minuto que se passa
Uma nova pessoa se refaz
Olhares
A partir disso, pode-se concluir que o romance, o poema, o conto, dentre outros gêneros, não são obras ou não fazem parte de uma obra fechada, sendo que a cada momento o leitor empírico recria um novo texto com seus olhares.
Assim, também se pode dizer que não há uma leitura ideal, mas sim uma leitura empírica baseada no horizonte expectativo, em um momento fugaz de interação e identificação entre o leitor e o texto para o momento de recriação.
Assim, também se pode dizer que não há uma leitura ideal, mas sim uma leitura empírica baseada no horizonte expectativo, em um momento fugaz de interação e identificação entre o leitor e o texto para o momento de recriação.
Bráulio Silva
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