Borboletas cristalizadas
Sem medo, sem rancor
Flores paralisadas
Pela angustia do amor
Lagos transpiram chamas
Céus suspiram rosas
Um mundo onírico se forma
Em um leito colorido, por hora!
A alegria, a paixão, o desejo
A tristeza, a fúria, o desprezo
Todos vieram, até o ódio apareceu
Para se despedirem, adeus!
E a pintura se desfez
Em rios turvos, acinzentados
E um grande vazio se formou
Na grande tela da vida, agora.
Bráulio Silva
A morte do amor, realmente, me dá a ideia de uma pintura desfeita. Boa analogia!
ResponderExcluirRealmente. Pintura desfeita.
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