Sorriso amargo que me ilumina
que reflete meus dias dilacerantes
Olhar noturno que me revela
para quem não me vê
Somente o espelho sabe a verdade
Das dores, das angústias sabe
Somente em minha presença vive
para me dizer silenciosamente o que sinto
Cadeados e correntes trancaram meu céu
Dentro de um afogamento abismal
uma tempestade encharcou minha alma
de sua ausência, de sua não existência
Só me resta esperar por você
Luz do meu dia
Bráulio Silva
Abertura
Procuro aquele que escreva no papel com palavras suspensas (como se fossem flores de lótus sobre a superfície das águas de onde nascem), com palavras acima de qualquer palavra "comum", mas sem se perder a simplicidade, em um movimento paradoxal e ascendente da escrita, onde o simples e o complexo se manifestem concomitantemente, sendo que novos sentidos e significados sejam traçados, ultrapassando os limites fixos para um momento de constante movimento, quebrando-se os paradigmas, desafiando-se a realidade.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.
Lindo!! Adorei!!
ResponderExcluirLindas PALAVRAS! Parabéns, vc escreve mto bem!!
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