Não há batalha
entre uma alma que insiste em derramar
e uma folha de papel que tenta resistir
quando a inspiração vem desses lindos faróis
que possuem a força de dez sois
iluminando meu caminho por entre águas
por vezes navegadas, porém fadadas
trazendo esperança para esse pescador
que carrega consigo apenas uma rede velha
em seu barco velho e desgastado
para o infinito incerto, na busca de um amor
Não há batalha nem sofrimento
Para se escrever algo que está em silêncio
Pois a inspiração que me vem muda
Que nasce da ausência de sua presença
Derrama em minha alma como chuva
Gotas de felicidade reluzentes
Que brilham pelas vertentes
Do aconchego de um colo imaginário
De uma conversa a se realizar
De um suspiro a se escutar
O desperdício da vida
Está no tempo não amado
No tempo em que não te vejo
No tempo em que não te sinto
Por isso não há batalha nem sofrimento
Para se escrever sobre a saudade
Que ainda está por vir
E sobre os momentos
Ainda por nascer
Bráulio Silva
Abertura
Procuro aquele que escreva no papel com palavras suspensas (como se fossem flores de lótus sobre a superfície das águas de onde nascem), com palavras acima de qualquer palavra "comum", mas sem se perder a simplicidade, em um movimento paradoxal e ascendente da escrita, onde o simples e o complexo se manifestem concomitantemente, sendo que novos sentidos e significados sejam traçados, ultrapassando os limites fixos para um momento de constante movimento, quebrando-se os paradigmas, desafiando-se a realidade.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.
Pois é..... Lindo poema! Com certeza fruto de uma vivência ímpar!
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