Abertura

Abertura

Procuro aquele que escreva no papel com palavras suspensas (como se fossem flores de lótus sobre a superfície das águas de onde nascem), com palavras acima de qualquer palavra "comum", mas sem se perder a simplicidade, em um movimento paradoxal e ascendente da escrita, onde o simples e o complexo se manifestem concomitantemente, sendo que novos sentidos e significados sejam traçados, ultrapassando os limites fixos para um momento de constante movimento, quebrando-se os paradigmas, desafiando-se a realidade.
Procuro aquele que descubra nas palavras algo que me faça perder a cabeça no deleite magistral do Belo, em ordenações desafiadoras, sendo necessária a suspensão voluntária ou involuntária da realidade para o entendimento e para o prazer de se desvendar o que se esconde entre suas linhas.
Procuro-o dentro dessa caixa cerrada como que se a qualquer momento a sua ausência fosse me consumir, mas sempre na esperança de encontrá-lo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

A vela

Eram três as minhas formas
Pintadas na grande tela
Dançando comigo mesmo
No ritmo das chamas das velas

Eram duas as minhas formas
Pintadas na grande tela
Dançando comigo mesmo
No ritmo das chamas das velas

É apenas uma a minha forma
Pintada na grande tela
Dançando sozinho
No ritmo da chama da vela

Três, dois, um...
Antes muitos, agora um
Dançando sozinho e iluminado
No ritmo da minha chama da minha vela

Bráulio Silva

Um comentário:

  1. Gostei dessa. Dar pra ate mandar pra alguém, como uma carta romantica, (eu acho).


    Ass: Vanessa B.

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